terça-feira, 16 de abril de 2013
Confissão ácida
Confesso que senti falta de tudo isso...
da tua voz trêmula distraída
no teu olhar atravessado aos meus olhos
e do teu corpo vibrando
feito o som da serenata solitária
tendo a lua como testemunha
percebendo entre teus lábios a tua verdade que me propunha
ser a minha verdade enquanto respiro tua respiração
Se nos afastamos, é por que fui de convivência espinhosa
se te encantei com minha doçura, foi por que não fui de toda minha acidez
Se te feri ao me tocar em brusca busca de amor
foi pela amostra de dor que provei não ser assim açucarado
Te esperei pra mim aqui, mesmo sendo assim...um tanto abacaxi.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Casa limpa
De uma hora pra outra, você varreu a casa
parecia tudo estar limpo, mas mesmo assim, varreu.
Há coisas na vida que muitas vezes não estão claras
e obviamente não entendemos.
Outras vezes claras demais que até desconfiamos
e aí, não dá pra entender.
Desconfiar, confiar e acreditar ou não.
Desconfio se tudo está certo demais.
Confio quando tudo também parece certo demais.
Acredito em suas palavras mesmo que isso possa me levar a uma queda.
E passo a não acreditar quando tudo se perde no ar.
Sem palavras, sem explicações e motivos. Sem considerações e sem chances de réplicas.
Confiei quando não podia, desconfiei quando talvez não fosse necessário.
Acreditei demais na confiança.
E de súbito, a casa que estava limpa, foi varrida.
Não houve poeira para levar, não havia sujeira, mas nossas lembranças e suas palavras se perderam.
Sem poeira, sem sujeiras ou manchas.
E assim como antes, após a varrida, não existe nada. E quem sabe, nunca houve.
E hoje, eu sei que tudo ficou limpo e claro pra mim.
parecia tudo estar limpo, mas mesmo assim, varreu.
Há coisas na vida que muitas vezes não estão claras
e obviamente não entendemos.
Outras vezes claras demais que até desconfiamos
e aí, não dá pra entender.
Desconfiar, confiar e acreditar ou não.
Desconfio se tudo está certo demais.
Confio quando tudo também parece certo demais.
Acredito em suas palavras mesmo que isso possa me levar a uma queda.
E passo a não acreditar quando tudo se perde no ar.
Sem palavras, sem explicações e motivos. Sem considerações e sem chances de réplicas.
Confiei quando não podia, desconfiei quando talvez não fosse necessário.
Acreditei demais na confiança.
E de súbito, a casa que estava limpa, foi varrida.
Não houve poeira para levar, não havia sujeira, mas nossas lembranças e suas palavras se perderam.
Sem poeira, sem sujeiras ou manchas.
E assim como antes, após a varrida, não existe nada. E quem sabe, nunca houve.
E hoje, eu sei que tudo ficou limpo e claro pra mim.
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