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segunda-feira, 10 de março de 2025

Tempos


Hoje tropecei em suas fotos...nossas fotos.

Senti aquela nossa sinergia, prometi a mim mesmo que só olharia aquela que esbarrei por acidente. E depois disso, revirei todos os álbuns tal qual faz um quebrador de promessas.

Mergulhei num oceano de sentimentos, cada álbum de cada momento que registramos, dos grandes eventos aos dias mais simples e cheios de uma energia que só a juventude ousada e um tanto ingênua permite.

Sorri sozinho, me senti por vezes abraçado de novo, relembrei o começo e o fim de tudo, recordei detalhes esquecidos, quase chorei e fiz força para esconder de mim mesmo meus olhos marejados.

E assim como mergulhei, senti voltar meu ar ao retornar da superfície e me dar conta que eu sigo no presente moldando futuros. Feliz como estou, mas com o sentimento de quem tem ainda algo pendente a resolver...nem que fosse mais um olhar, uma conversa, mais um carinho. Sinto que a última vez que te vi, foi tão curto, efêmero, injusto, mesmo que intenso (talvez só para mim).

E por fim, uma dor no peito passou a me incomodar, é como se eu tivesse acabado de quase me acidentar, e uma adrenalina e medo me envolvessem a ponto de me deixar nervoso. É estranho depois de tanto tempo. De tantas vidas, de tanto na vida. Sei que está feliz, eu também estou. Mas sabe... é como se eu tivesse ainda que confirmar de fato.

A nostalgia por si só já dói, mas a nostalgia de uma paixão é cruel, pois a gente revive não só boas memórias, mas os sentimentos da época com suas devidas frustrações e inseguranças.

Mas é interessante ver que tudo manteve seu curso, que tudo que imaginávamos não ocorreu como prevíamos, mas quem sabe foi melhor assim. A vida reescreveu o roteiro.

Nós conseguimos tudo o que planejamos, mas cada um no seu tempo e no seu canto.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Que bom sofrer disso

Coisas de quem sofre de constantes epifanias.

Quando cheguei, o navio já havia partido
Quando calei, as palavras já planavam com o vento
E é irônico ter percebido ao olhar pra dentro
que nossos caminhos se cruzam em meus pensamentos

embora pareça claro, linhas paralelas talvez não se encontrem no infinito
E se a realidade é dura, ao menos na imaginação seria muito mais do que bonito.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Surpresas

Hoje o eco do vazio foi interrompido.
Estancado num aplauso único e uníssono, apesar da distância, foi bom te rever no meu horizonte.
Ainda que longínquo.

Mas havemos de concordar...essa é a beleza das estrelas.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Um segundo atrás

Não importa quanto tempo se passe. As lembranças vão permanecer muito vivas como se fosse a um segundo atrás.

Aprendi que nessa vida de altos e baixo, levamos apenas momentos, e cabe a nós fazer o melhor com eles.

Sérgio Ojeda, meu tio querido, viveu intensamente diferentes fases de sua vida como faria qualquer pessoa apaixonada pelos amigos, família e as simplicidades do cotidiano e do aconchego do lar.

Redescobri meu tio quando cheguei na casa dos vinte anos, e desde então foi mais que um tio, foi um irmão mais velho, e por vezes também fez o papel do caçula, tornou-se um dos meus melhores amigos. Também foi e continuará sendo um dos padrinhos da minha primogênita. Meu compadre.

Era um cara brincalhão e de bom humor em sua totalidade, mas também tinha seus dias de mau humor obviamente. Era cabeça dura, precisava do tempo dele pra assimilar as coisas, mas entendia ao seu modo e ao fim colaborava.

Bom vizinho, bom cidadão, disposto sempre a ajudar no que estava ao seu alcance.

Adorava festas, amava seus filhos, pais e irmãos, tios, sobrinhos, afilhada, sobrinhos netos, primos e os amigos. Vivia um dia após o outro, alguns entendiam isso por falta de ambição, ele encarava isso por intensidade de vida. A vida estaria lá, então o melhor seria viver tudo hoje, e amanhã que se repetisse.

Irmão agitador, tio da bagunça nas festas da família. Sempre brincando, fazendo piada em voz alta seguida de gargalhadas ensurdecedoras e sempre feliz em família.

Foi bom pai, carinhoso e atencioso até onde a vida permitiu devido às distâncias geográficas, destemperamentos e falta de traquejos.

Predominou a imagem de um cara que colecionava amizades, assim como seu pai, meu avô, quem faleceu a recentes dois anos antes.

A família diminui por aqui, e aumenta no céu. Mas tenho certeza que ele não gostaria que sofrêssemos tanto, tenho certeza que estará bem, e muito vivo em cada um de nós.

Que outras pessoas amadas da família que se foram, te recebam de braços e corações abertos, para preencher com amor a tua ida, assim como deixaste as nossas vidas.


Te amamos, tio!















terça-feira, 11 de março de 2014

Reencontros possíveis

O que digo hoje é tão óbvio mas às vezes não nos damos conta.

Despedidas são dolorosas, misturam felicidades, pesares, desejos de boa sorte, incertezas, decepções de imprevistos e tristezas definitivas.
Sofremos por uma despedida final. Sem volta, sem chance de retorno ou um reencontro casual desacertado.
E nessas horas só nos resta o alento das boas memórias, dos maravilhosos momentos e ensinamentos pela experiência do convívio.

Mas há também a despedida que na sua incerteza, carrega nela a certeza do reencontro, e partir de onde se parou antes. Sair da pausa do tempo que nunca parou.

O melhor que temos é aprender com despedidas finitas e esperar que as infinitas sejam de fato apenas uma fase a cumprir.

Um dia a gente se encontra, um dia, as despedidas serão apenas lembranças ao lado de quem nunca quisemos que fosse embora.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

À sombra da tua maquiagem

Encerro aqui e não vou te mentir,
quis sim tudo aquilo pra mim:
teus olhares, teus sorrisos, teu meio, teu começo, teu fim.

E cá entre nós, lutar contra o tempo
é tentar enxergar no meio-dia de um verão,
com o primeiro abrir de olhos de um sono profundo
arquitetado pela ressaca de um carnaval, detalhes do sol a olho nu.

A maquiagem que tu tens, faz sombra ao teu sorriso
que rasgava sem graça mas feliz por me ver.
Agora serve de máscara pro teu silêncio apático
na ansiedade de me esquecer sem nunca mais precisar me ver

Eu quis, quero, mas quis. Me diz você.
Sabe bem que te sinto ainda?
Te quero não só a tua madrugada toda pra mim, mas o teu dia inteiro.


O teu perfume ainda está no meu travesseiro.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dilema na maçaneta

Há uma porta diante de mim.

Nela tem o meu nome escrito.

Do outro lado, posso enterrar fantasmas,
esquecer algum passado desastroso e mirar nas possibilidades
da oportunidade que se abre num véu.
Que venham os desafios e que venham novas lembranças. E que se vá você.

Parece que você não se guia mais por mim
e nem me entrega um sorriso infantil.
Hora de parar de pedalar.
É hora de recomeçar e descobrir o novo do lado de lá.

É hora de abrir a porta.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Idas e idas

Toda viagem empolga.
A planejada, a de improviso

A solitária, a com os amigos
a viagem que nos leva pra conhecer lugares e pessoas
e aquela que nos leva pra longe de outras pessoas ou dos mesmos lugares.

A partida dá um frio na espinha, enquanto a volta às vezes nos tira o fôlego.
Ou vice-versa.

O percurso encanta. As descobertas abrem portas e janelas em nós.
A sensação de não ter realizado ou visitado tudo o que se podia.
A sensação do dever cumprido e do montante que ficará por fazer.

Foi perfeito como o caos pode ser em sua poesia.
Mas também pôde ser incompleto nas pinceladas de um pintor apressado.
Faltaram dias, momentos, detalhes, frações de segundos.
Principalmente... faltou vida pra dar tempo de tanto tempo com pouca vida.

Às vezes, a viagem tem um ótimo motivo que nos faz querer não voltar para casa,
assim como há também às vezes, os motivos que nos obrigam a voltar.

Toda viagem de partida leva na mala a ansiedade.
E toda viagem de retorno, traz a vontade de matar a saudade.
Toda viagem cria expectativas e esperanças.

Mas toda viagem sem companhia, uma hora cansa.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Prato vazio



Preparei na minha arte final
nas poucas receitas minhas
um prato especial
pensando na tua companhia

Os aromas disputavam olfatos
as taças de vinho foram posicionadas
o som preparava o nosso ambiente
mas na mesa, o vazio da gente.

Mastiguei minhas expectativas
e deixei minha decepção sobremesa
Às vezes o silêncio é companhia agradável e reflexiva.
Perdi a fome. O paladar muda.

Outros pratos, outras mesas, outros doces, outros sabores...

Não gosto muito de bolo, mas sempre ganho um. Assim acabo elevando glicoses de solidão.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Casa limpa

De uma hora pra outra, você varreu a casa
parecia tudo estar limpo, mas mesmo assim, varreu.

Há coisas na vida que muitas vezes não estão claras
e obviamente não entendemos.
Outras vezes claras demais que até desconfiamos
e aí, não dá pra entender.

Desconfiar, confiar e acreditar ou não.

Desconfio se tudo está certo demais.
Confio quando tudo também parece certo demais.

Acredito em suas palavras mesmo que isso possa me levar a uma queda.
E passo a não acreditar quando tudo se perde no ar.
Sem palavras, sem explicações e motivos. Sem considerações e sem chances de réplicas.

Confiei quando não podia, desconfiei quando talvez não fosse necessário.
Acreditei demais na confiança.

E de súbito, a casa que estava limpa, foi varrida.
Não houve poeira para levar, não havia sujeira, mas nossas lembranças e suas palavras se perderam.
Sem poeira, sem sujeiras ou manchas.
E assim como antes, após a varrida, não existe nada. E quem sabe, nunca houve.

E hoje, eu sei que tudo ficou limpo e claro pra mim.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pequenos vagões

Toda vez que escrevo um poema ou pensamento
fico imaginando a tua reação, e em que partes de você o poema ficará guardado.
Não sei se no mesmo lugar onde te guardei,
mas espero que fique a salvo.

Enquanto eu arrumava minhas malas pra partir contigo,
o vapor da locomotiva expelia uma pressa que eu não percebia.
Nas minhas passadas otimistas e despreocupadas, despreocupei-me do horário,
e o que eu não entendia, é que outras estações eram possíveis a cada dia.

Quando vi os trilhos faiscarem...
Corri. Juro que corri. Mas eu estava longe ainda.
Me restou observar o horizonte diminuindo os vagões,
a caldeira esfriando em mim no balanço dos trilhos e no meu acenar.

Fiquei. Esperei.
E até que o apito do trem volte a soar ao longe se aproximando,
aguardo com minhas malas e o ticket na mão.
Mesmo atrasado e sozinho, meu destino deixou espaço no banco ao lado.




domingo, 27 de janeiro de 2013

Diálogos

Muito depois do descanso do sol
houve estrelas como testemunhas
o vento foi acanhado e trouxe apenas brisas
um rosto tão sério de repente trouxe sorrisos

foi um dia longo e uma madrugada curta
pois o sono da madrugada não é tão significativo
quando a companhia é agradável.

O papo flui e o tempo voa...


e quando você vai, minha saudade não perdoa.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Clara e salgada

Os traços se alteram
numa dança trêmula
que caminha em direções desencontradas

que traz numa energia estática
uma dor que percorre como água por tubos
numa correnteza forte e desafiadora
e quando escurece a superfície

mesmo numa clara planície
a barragem não é resistente suficiente
não há o nadar a favor da corrente
apenas atravessar e sentir uma força pesada

vai infiltrando através de poros
umedecendo e carregando minha alma
e em poucos segundos surge o que pareceu ser por horas...

... o chão degusta mais uma lágrima.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ortografia sem erro

Palavra pequena de um sentimento enorme.
Palavra curta de uma sensação extensa.
Palavra que no seu som, ecoa forte.
Palavra de um aperto no peito infinito.

...de quem pensa, lembra e sente um vazio.
Palavra esta que sempre quando pronunciada,
nos deixa no silêncio perdido em memórias.

Palavra simples, de um olhar perdido,
de um sentimento intenso e forte.
Palavra: saudade.




domingo, 14 de outubro de 2012

Velocidades diferentes

Faz um mês, meu velho. E eu ainda não me acostumei.
Espero que estejas bem. Espero que olhe e ore por nós.

Espero que no seu tempo e no meu nos encontremos em breve.
Não sei qual de nós vai ter que ter mais paciência.
Mas vai valer cada segundo de espera quando nos abraçarmos novamente.
Fique bem, pois estamos fazendo o possível para seguirmos bem também.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estilhaços

Quisera eu ter ido embora
ao menos assim, eu não teria ficado pra trás
enxergando você em todas as coisas que vejo

nos lugares que vivemos, em cada história
e em tudo o que eu sempre quis vivenciar mais
A textura do teu beijo.

Na tua implicância com a minha paciência exagerada
ou no meu desespero sem limites
na forma terna que me olhava nos olhos e me fazia sentir seguro.
Dos cacos do meu mundo, ainda quero enxergar o teu reflexo.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Melhoras ao Melhor

Foi um Domingo para se esquecer. Um pesadelo do qual ainda não consigo acordar.

Até que ponto conseguimos seguir nossas vidas normais sem ânimo? A vida não para, e ainda assim é preciso seguir adiante.

Meu herói trava uma batalha perigosa pela vida, e eu nada posso fazer para ajudar a não ser por minhas orações e nos pensamentos positivos.

Aquela pessoa que me deu tudo, caráter, conhecimento, educação, carinho e postura diante de diversas situações... sempre se saiu muito bem nas adiversidades. E agora não pode ser diferente.

O farol para a minha vida está com sua luz enfraquecida, mas eu sei que ele vai brilhar de novo.
Meu avô, um segundo pai e importantíssimo na minha formação como ser humano, um espelho, um exemplo a seguir, precisa de mim e minha família nas orações e no carinho.

Por ele aprendi a ser forte. Com ele aprendi a ser torcedor fanático de um time através de vinis. E como dizia Renato Russo em sua música, também aprendi a jogar futebol de botão com ele. Através dele, aprendi a ter bom humor na vida e a respeitar as pessoas por sua simplicidade. Aprendi a malandragem na presença de espírito. Companheirismo, amizade e o amor. Seu Vili, o nosso Vô.


Heróis não usam capa, usam o caráter e o ensinamento de vida para os filhos, netos e bisneto.

Ah, meu vô! Fique bem. Precisamos de ti!

TE AMAMOS.
Você vai melhorar!




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sem exigências


eu não tenho muito para te dizer...

...sim, eu quero ficar contigo.
sem tempo, sem data, sem hora.
sei lá quem se esconde por baixo do pouco que te conheço,
mas que seja a melhor de todas as sensações.

Que eu possa transcender teu desejo
num tempo rasgado ao meio
e fazendo do verso do inverso
meu infinito colateral.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Segundos iguais

Tenho caminhado a passos lentos
com um olhar perdido no tempo
me surpreendendo com o comum
e me habituando ao provável

Canso de não querer mais renovações
e não pareço me importar com barreiras
mas hoje eu decidi
Se preciso dar um 180º na minha vida,

que minha atual rotina seja perdida.






quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O que nos define


Atitudes nos definem,
e o que eu faço, é o que sinto vontade,
Não posso ser prisioneiro de mim mesmo.