Toda viagem empolga.
A planejada, a de improviso
A solitária, a com os amigos
a viagem que nos leva pra conhecer lugares e pessoas
e aquela que nos leva pra longe de outras pessoas ou dos mesmos lugares.
A partida dá um frio na espinha, enquanto a volta às vezes nos tira o fôlego.
Ou vice-versa.
O percurso encanta. As descobertas abrem portas e janelas em nós.
A sensação de não ter realizado ou visitado tudo o que se podia.
A sensação do dever cumprido e do montante que ficará por fazer.
Foi perfeito como o caos pode ser em sua poesia.
Mas também pôde ser incompleto nas pinceladas de um pintor apressado.
Faltaram dias, momentos, detalhes, frações de segundos.
Principalmente... faltou vida pra dar tempo de tanto tempo com pouca vida.
Às vezes, a viagem tem um ótimo motivo que nos faz querer não voltar para casa,
assim como há também às vezes, os motivos que nos obrigam a voltar.
Toda viagem de partida leva na mala a ansiedade.
E toda viagem de retorno, traz a vontade de matar a saudade.
Toda viagem cria expectativas e esperanças.
Mas toda viagem sem companhia, uma hora cansa.

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