quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O vento




















Por que o vento insiste em trazer o que quero
esquecer?
Preciso tanto estar limpo, mas nosso passado ecoa em mim
como uma criança que aguarda o natal
que espera um presente
que ainda crê naquela magia que tínhamos

Será que você ainda pensa em mim?
Será que não é só saudosismo?

Eu sabia que não daríamos certo
Mas mesmo assim, eu quis fazer acontecer

quis que fôssemos feitos um para o outro

Mas hoje eu sei, que eu fui feito pra você...mas você nunca foi feita pra mim.
Aceitei, contendo meus soluços. Mergulhei no nada, no lado B.
Vi desabar um castelo de areia que com muito cuidado e dedicação construí. Mas aceitei, e hoje eu sei que passou, sei que não volta.
Eu desisti. Sei que no fundo talvez eu continue esperando.

O vento aleatório, retorna as páginas anteriores de minha vida e às vezes avança, como se comparasse o passado com o presente, numa espécie de deboche da minha perda, ou um aviso que o meu futuro pode ser melhor, desde que eu corrija meus erros.
O mesmo vento que trouxe você pra minha vida, este que eu não sei se soprará a meu favor mais uma vez.

Só sei que depois que partiu, me deixou com frio.

Muito mais frio.

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