Mas e o último terminal? Serão seus beijos o fim da minha linha solitária?
domingo, 24 de maio de 2009
Ontem
Ontem teus olhos me levaram numa viagem por dentro da minha saudade de querer alguém especial.
domingo, 10 de maio de 2009
Saudoso reencontro

E aí!
Tudo bem?
Senta aí!
Traz uma.
Me conta.
Quanto tempo!
Capaz!
Mais uma!
Lembro sim.
Olha lá!
E aí!
Senta aí!
Mais uma!
Sempre.
Nem lembrava.
Conta outra.
Essa é boa.
Sabe aquela?
Estressa mesmo.
O tempo passa.
Saudade mesmo.
Que bom.
Mais uma.
Não vai dar!
Claro que sim.
Mais uma.
Deixa pra próxima.
Para com isso!
Olha a hora.
Só essa.
Tá, mas só essa.
Tá beleza.
Perguntou por ti.
Mudou muito.
Fase boa.
Não dava pra acreditar.
Foi hilário.
Coitado.
Não sabia dessa.
Sensacional!
É hora.
A última.
Não, não, não.
Agora chamei.
Tu é dose.
Última mesmo.
Claro.
Agora sim.
Por favor, a saideira!
Excertos: coragem
"Meu cavalo encilhado, minhas malas no chão. A dor é eminente, mas o sucesso é um mistério, o qual quero desvendar aos louros."
"O fundo de uma garrafa é um esconderijo para os covardes,
mas o engraçado é que encoraja."
Excertos: corações
"O amor nasce de um acaso e acaba no inesperado, mas a esperança de um retorno...sobrevive do imprevisível."
"Seria dádiva ou maldição? Viver intensamente mas dependente de mais de um coração?"
"A maldição de um coração dilacerado: não encontrar cura em outras mãos."
"Fechado pra balanço. Por quê? Por que meu coração não é descartável. E infelizmente não consegue ser retornável."
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Férias

Foi como se eu estivesse saindo de férias. O dia brilhava como um sorriso juvenil e o ar que corria no vento entre meus cabelos deslizavam em meu rosto e entre os dedos da mão como água de chuva de verão, traziam paz e faziam cócegas no ânimo.
Arrumei minhas coisas às pressas, a vida apitava como um trem anunciando a partida. Tive que ser sucinto, breve e levar para a viagem apenas o necessário, pois não havia tempo.
Dobrei meu entusiasmo (pois era grande) e pus na mala, a euforia foi amarrotada mesmo, o bom humor transbordava pelos cantos da mala, a consciência faria um pouco de peso então levei uma parte dela, a saudade de tempos bons levei comigo na cintura, amarrada na alça da calça jeans.
Quanto a arrependimentos, levei alguns, não por não querer levar todos, mas levei os que realmente ainda continuavam a me lembrar do quanto amadureci.
AGORA: remorso, tristeza, rancores, lembranças de antigos amores. Estes todos, deixei de fora. Não havia mais espaço, até por que jurei levar o que era útil.
Na verdade, ainda havia espaço para o supérfulo, mas reservei para colocar minha perspicácia na bagagem, quem sabe assim encontro alguém interessante e no final da viagem além de uma lembrancinha da cidade eu não traga só um flerte, mas um novo coração.
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