terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vazio

A saudade é uma praga. Sim. Hoje não falo especificamente de uma saudade boa. Falo da nostalgia, mas aquela que ainda não é a boa também.
Saudade de um tempo em que havia um super-herói. Uma figura a seguir. A admirar e lutar para que eu fosse no mínimo detentor das mesmas tantas virtudes que presenciei. Aquele orgulho de admiração se esvaiu.
De repente, toda uma imagem ruiu, e então descobri que aquela fortaleza tinha base de barro.

Saudade dos presentes, dos conselhos, das risadas (das cócegas que tornavam também isso possível), das dicas, das histórias, das lembranças inesquecíveis que somente aquele herói poderia realizar e transformar meu caráter em algo tão grandioso a ponto de crer veemente no meu futuro por carregar em mim, a certeza da continuidade.

Sinto falta da tua mão ao me atravessar a rua, das surpresas de Natal, dos olhos orgulhosos que me admiravam quando eu conseguia dar um pequeno passo aos meus próprios olhos, mas gigante aos dele. Saudade do sorriso que surgia na porta da minha sala de aula nos primeiros anos de colégio.

Saudades de alguém que se foi, mesmo não tendo partido de fato.
Saudades de alguém que nem de longe lembra tudo o que representava a esperança na minha formação.
Sem exemplo a seguir, sem ponto de referência. Sem.

Pai, aonde você foi?

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