sexta-feira, 28 de maio de 2010

2737 dias em alguns segundos

Soa o tic-tac maldito.
A gota do suor que escorre feito um arranhão na pele.
Devagar como um socorro nunca deveria ser, aflitivo como a espera sem visita.
O rangido do ferro que se estende por horas em um minuto duradouro.

Arde a sensação das paredes se aproximando. É duro dizer, "Estou pronto!" quando se pensa "Será que estou?"

Em poucos segundos a cortina se abrirá,

Soa, tic-tac infeliz! Se ontem eu desejava a pressa do pêndulo, hoje eu quero deixar de dar corda.
Mas hoje estou feliz, mesmo nervoso.

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