terça-feira, 2 de abril de 2013

Casa limpa

De uma hora pra outra, você varreu a casa
parecia tudo estar limpo, mas mesmo assim, varreu.

Há coisas na vida que muitas vezes não estão claras
e obviamente não entendemos.
Outras vezes claras demais que até desconfiamos
e aí, não dá pra entender.

Desconfiar, confiar e acreditar ou não.

Desconfio se tudo está certo demais.
Confio quando tudo também parece certo demais.

Acredito em suas palavras mesmo que isso possa me levar a uma queda.
E passo a não acreditar quando tudo se perde no ar.
Sem palavras, sem explicações e motivos. Sem considerações e sem chances de réplicas.

Confiei quando não podia, desconfiei quando talvez não fosse necessário.
Acreditei demais na confiança.

E de súbito, a casa que estava limpa, foi varrida.
Não houve poeira para levar, não havia sujeira, mas nossas lembranças e suas palavras se perderam.
Sem poeira, sem sujeiras ou manchas.
E assim como antes, após a varrida, não existe nada. E quem sabe, nunca houve.

E hoje, eu sei que tudo ficou limpo e claro pra mim.




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Chove-não-molha

Quase temporal, chuva forte
chuva
chuva fraca
chuva fina
garoa
pingos
garoa
chuva
chuva e sol
sol
mormaço
chuva
chuva-sol
sol-chuva
chuva
shuva
shol...

...finalmente...Sol!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pequenos vagões

Toda vez que escrevo um poema ou pensamento
fico imaginando a tua reação, e em que partes de você o poema ficará guardado.
Não sei se no mesmo lugar onde te guardei,
mas espero que fique a salvo.

Enquanto eu arrumava minhas malas pra partir contigo,
o vapor da locomotiva expelia uma pressa que eu não percebia.
Nas minhas passadas otimistas e despreocupadas, despreocupei-me do horário,
e o que eu não entendia, é que outras estações eram possíveis a cada dia.

Quando vi os trilhos faiscarem...
Corri. Juro que corri. Mas eu estava longe ainda.
Me restou observar o horizonte diminuindo os vagões,
a caldeira esfriando em mim no balanço dos trilhos e no meu acenar.

Fiquei. Esperei.
E até que o apito do trem volte a soar ao longe se aproximando,
aguardo com minhas malas e o ticket na mão.
Mesmo atrasado e sozinho, meu destino deixou espaço no banco ao lado.




domingo, 27 de janeiro de 2013

Diálogos

Muito depois do descanso do sol
houve estrelas como testemunhas
o vento foi acanhado e trouxe apenas brisas
um rosto tão sério de repente trouxe sorrisos

foi um dia longo e uma madrugada curta
pois o sono da madrugada não é tão significativo
quando a companhia é agradável.

O papo flui e o tempo voa...


e quando você vai, minha saudade não perdoa.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Erros

Desde que tenha tentado, errar não é tão ruim
O lado positivo de algo dar errado, é quando você percebe isso. E aprende.