terça-feira, 11 de março de 2014

Reencontros possíveis

O que digo hoje é tão óbvio mas às vezes não nos damos conta.

Despedidas são dolorosas, misturam felicidades, pesares, desejos de boa sorte, incertezas, decepções de imprevistos e tristezas definitivas.
Sofremos por uma despedida final. Sem volta, sem chance de retorno ou um reencontro casual desacertado.
E nessas horas só nos resta o alento das boas memórias, dos maravilhosos momentos e ensinamentos pela experiência do convívio.

Mas há também a despedida que na sua incerteza, carrega nela a certeza do reencontro, e partir de onde se parou antes. Sair da pausa do tempo que nunca parou.

O melhor que temos é aprender com despedidas finitas e esperar que as infinitas sejam de fato apenas uma fase a cumprir.

Um dia a gente se encontra, um dia, as despedidas serão apenas lembranças ao lado de quem nunca quisemos que fosse embora.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

À sombra da tua maquiagem

Encerro aqui e não vou te mentir,
quis sim tudo aquilo pra mim:
teus olhares, teus sorrisos, teu meio, teu começo, teu fim.

E cá entre nós, lutar contra o tempo
é tentar enxergar no meio-dia de um verão,
com o primeiro abrir de olhos de um sono profundo
arquitetado pela ressaca de um carnaval, detalhes do sol a olho nu.

A maquiagem que tu tens, faz sombra ao teu sorriso
que rasgava sem graça mas feliz por me ver.
Agora serve de máscara pro teu silêncio apático
na ansiedade de me esquecer sem nunca mais precisar me ver

Eu quis, quero, mas quis. Me diz você.
Sabe bem que te sinto ainda?
Te quero não só a tua madrugada toda pra mim, mas o teu dia inteiro.


O teu perfume ainda está no meu travesseiro.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

E agora, Zé?

E agora, Zé?
A festa acabou mesmo,
mas há uma nova luz,
saí do meio do povo,
a noite pra mim congelou,

e agora, Zé?
e agora, meu camarada?

você que me avisou,
que as coisas iriam mudar,
você que também faz versos,
já sabia do meu atual protesto,
e agora, Zé?

Falou da mulher,
e de um novo curso,
o carinho muda,
mas o amor não morre,
não beba pois tem um bebê,
pare de fumar,
cuide as boas maneiras,
controle o sorriso amarelo,
nada é utópico, nada acabou,
não fuja,
suas ideias não podem mofar,
mas e agora, Zé?

O amor se transforma,
o individual não é mais agora,
Zé, e agora?

Não adianta gritar,
nem dormir sem querer sonhar,
você pode até cansar,
mas a vida tem muito pra mostrar
você aprende, Zé!

Antes esteve sozinho no escuro,
agora abraçado no sorriso mais lindo,
sua vida galopa voraz com mais de um coração,
você marcha, Zé!
Zé, pra onde?

Para o amadurecimento.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Novas rotinas

Toda rotina quando se quebra gera uma nova fase, um recomeço, uma nova chance.
A saudade aperta, mas sabemos que é da vida.
Não podemos nos acomodar, precisamos sempre ser desafiados,
testar nossa capacidade e conquistar mais de tudo.

O recomeço é bom, revigora a alma e a esperança.
Mas a saudade do que passou, do que acabou, pode criar um medo.

O receio só não pode ser maior do que a vontade de seguir em frente.

Novidade, saudade.
Coragem, receio.
Passado, futuro.
Desafio, vida.

É a vida.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dilema na maçaneta

Há uma porta diante de mim.

Nela tem o meu nome escrito.

Do outro lado, posso enterrar fantasmas,
esquecer algum passado desastroso e mirar nas possibilidades
da oportunidade que se abre num véu.
Que venham os desafios e que venham novas lembranças. E que se vá você.

Parece que você não se guia mais por mim
e nem me entrega um sorriso infantil.
Hora de parar de pedalar.
É hora de recomeçar e descobrir o novo do lado de lá.

É hora de abrir a porta.