Oi, amor! Eu estava justamente pensando em você. Há...todos os minutos atrás.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Haikai: infância
Duas menininhas se admiram:
-Por que os feijões são pretos?
-Por que as minhocas pintam!
-Por que os feijões são pretos?
-Por que as minhocas pintam!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
2737 dias em alguns segundos
Soa o tic-tac maldito.
A gota do suor que escorre feito um arranhão na pele.
Devagar como um socorro nunca deveria ser, aflitivo como a espera sem visita.
O rangido do ferro que se estende por horas em um minuto duradouro.
Arde a sensação das paredes se aproximando. É duro dizer, "Estou pronto!" quando se pensa "Será que estou?"
Em poucos segundos a cortina se abrirá,
Soa, tic-tac infeliz! Se ontem eu desejava a pressa do pêndulo, hoje eu quero deixar de dar corda.
Mas hoje estou feliz, mesmo nervoso.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Último semestre
Entre artigos e polígrafos, canetas no chão, alguns dicionários abertos, sites na tela do meu computador buscando diversas outras fontes possíveis.
O suor corre, o café ao lado da tv ligada que ajuda na constiuição do não-silêncio da madrugada e apenas isso.
Meus cabelos bagunçados por entre meus dedos, uma ida ou outra à cozinha ou banheiro. De repente a cama grita:
- São 2h da manhã!
Me resta acordar cedo, cansado e com um caminho ainda longo pela frente, embora obrigatoriamente e paradoxalmente perto do fim.
Tic-tac minha vida. Toc-toc realidade.
Um livro por lazer, uma conversa de amigos, uma visita de parentes, um tempo para o não-fazer-nada.
Saudade do meu normal, quando eu ainda tinha um pouco de vida social.
A cerimônia marcante traz o canudo que vira troféu. Resumindo a árdua viagem, que me oscilou do inferno até o meu céu.
O suor corre, o café ao lado da tv ligada que ajuda na constiuição do não-silêncio da madrugada e apenas isso.
Meus cabelos bagunçados por entre meus dedos, uma ida ou outra à cozinha ou banheiro. De repente a cama grita:
- São 2h da manhã!
Me resta acordar cedo, cansado e com um caminho ainda longo pela frente, embora obrigatoriamente e paradoxalmente perto do fim.
Tic-tac minha vida. Toc-toc realidade.
Um livro por lazer, uma conversa de amigos, uma visita de parentes, um tempo para o não-fazer-nada.
Saudade do meu normal, quando eu ainda tinha um pouco de vida social.
A cerimônia marcante traz o canudo que vira troféu. Resumindo a árdua viagem, que me oscilou do inferno até o meu céu.
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